Tsaminamina Zangalewa nº2
Ando obcecada pelo continente africano. Sei lá se foi a Copa do Mundo, o video da Chimamanda Adichie, tudo isso junto ou uma inception que me fizeram. Sei que parte da culpa deve ser desse sagitarianismo barato que me escapa pelos poros e agora me faz querer descobrir todo um continente que já foi explorado até não dar mais pra ferrar, mas sobre o qual ninguém sabe porra nenhuma.
Bom, tem uns filmes que até ajudam na missão. Diamantes de Sangue, Hotel Ruanda, Lugar nenhum na África (e esse é daqueles que você lê a sinopse e não dá nada pelo filme, mas ele te comove e envolve de um jeito que você passa dias pensando sobre o que assistiu), e tá pra chegar o Africa United. Tô curiosa. Mas eu também queria algo mais contínuo do que duas horas de história.
Daí procurei o blog do Fandangos sobre o período que ele passou em Angola (acho que foi Angola), mas não achei nenhum texto daquela época. Tinha, não tinha? De qualquer maneira, e mesmo sem os textos africanos, o Estou A Chegar vale muito a leitura. É um dos melhores e mais bem escritos blogs que eu acompanho, além de ser hilário.
Sem muito tempo e disposição pra buscas minuciosas, não encontrei muita coisa, mas algumas ganharam minhas estrelinhas. Tipo dois blogs interessantes em que caí: PopYaCollar e Cape Town Girl. Fotos lindas, cultura pop e uma dose de consumismo. É bem difícil ter um blog de moda que não passe pelo consumismo, mas achei que esses têm a dignidade de ir além.
Também achei a Nadja e a Gretta no LookBook. E eu tinha que fuçar as passarelas, né? Achei isso aqui a respeito.
Mas ainda não é nem próximo do suficiente. Até porque, a maioria dos links é da África do Sul. Mas vai acabar TCC, vai acabar faculdade, e aí eu vou conseguir preencher meu mapinha de modas da África devidamente. Você aí que tá achando fútil alguém querer descobrir a África pelas modas dela, vai tomar no cu. “Aaaahhh, as pessoas dos países da África são tão sofridas, como é que alguém consegue pensar em roupa e colares…”. Vai tomar no cu de novo. Se você não consegue desvencilhar moda de consumismo e futilidade, sua cabeça é pequena demais e eu não te quero perto de mim. E se um dia eu ficar rica, até faço uma pesquisa empírica dessas coisas todas. Mas se eu não ficar rica aceito patrocínios, ok, gente rica.
Mudar faz bem
Então mudamos para melhor atendê-lo.
Esse blog não morreu. Ele continua aqui: http://naosaidemoda.wordpress.com
Umbêjo.
Nenhuma cintura em 1920
Assistam esse clipe:
Tem vestidos lindos.
O que fazer em Santos
Você acordou neste lindo sábado se perguntando se vai ser menos pior disputar cada centímetro cúbico de oxigênio que lhe é de direito com:
alternativa a – os sabugos de milho, carrinhos de batidas e crianças farofeiras choronas e perdidas na orla da praia;
alternativa b – os pré-adolescentes escandalosos, as pessoas que sofrem de rabugice pré-Natal e as as bandejas cujos donos acharam que se dirigiriam sozinhas para o lixo na praça de alimentação do Praiamar;
ou, alternativa c – os mini-vestidos de lantejoulas, as chapinhas e os bombadinhos mate-me por favor da fila do Moby…
…não é mesmo, santista fudido?
Mas não sofra, seus problemas acabaram.
Sábado que vem tem a Festa Mixtape, e neste fds tem dois eventos para os santistas consumistas de bom gosto acabarem com o 13º.
Um deles é o Shopping Day, que vai rolar num lugar que eu ainda não conheço, então não me peçam mais informações. Mas as bolsas da Fernanda Calil são lindas, isso eu posso garantir.
O outro evento também é num lugar que eu não conheço mas vai ter toys lindos que eu adoraria ganhar de Natal, fikdik.
Ótimas oportunidades para sair do roteiro Gonzaga-Shopping-Gonzaga, comprar presentinhos natalinos e montar o look do fds que vem. Vai lá, minha filha.
Stylista com spoilers
Sabe aquela historinha clichê do Diabo Veste Prada? Está dividida em 9 episódios verídicos na primeira temporada do reality show Stylista, que estreia hoje, quinta-feira, dia 10 de dezembro, no canal Sony.
O reality tem tudo de óbvio: a histérica, a maligna, a santinha, a coitada e a bee venenosa, e é por isso que eu amo do fundo do coração. Toda essa fauna concorre a uma vaga na revista Elle, comandada por uma satânica egocêntrica que exige bizarrices como preparar um quarto de hotel para ela e seus dois golden retrievers, e ganha pontos o infeliz que não deixar o jantar ao alcance dos mal educados cachorros. Eu dava o cartão do adestrador pra essa mulher, porque nem o meu filho mais malcriado e sem educação que faz xixi em cima do sofá tem a cara de pau de pegar comida de cima da mesa.
O programa vai ao ar todas as quintas, às 21h, com reprise aos sábados às 14 e às 20h, e também aos domingos, às 7 da matina, caso você não tenha vida social e durma cedo no sábado pra acordar quase de madrugada no dia seguinte.
E agora os spoilers!
Na primeira temporada, que foi a única que eu assisti, e nem sei se tem outras, o povo é muito injustiçado. A maluca histérica dura mais do que deveria, a ganhadora é insossa e a minha favorita, uma loira meio riponga e super fofa e sensível chamada Cologne, foi chutada logo no começo. Mas ela deu a volta por cima – porque ela é a minha favorita – e criou uma marca de jóias e roupas fofas, a Oh de Cologne.
A marca tem uns vestidos florais fofoletes e colares com pingentes de cristal. O site é meio pobrinho, mas dá pra ter uma noção.
Na verdade, eu achei que as peças não tem nada de muito especial além da fofice, mas fiquei feliz de verdade que ela não precisou de anos de terapia depois de aguentar aquela gente dusinferno do reality pra dar a volta por cima e ressurgir no mundinho.
Nova cara para velhas roupas
(Matéria que eu fiz pra faculdade. Também foi postada aqui)
Toda mulher conhece o drama: faltam 30 minutos para a hora de sair, o guarda-roupa está aberto, as gavetas escancaradas, a cama está coberta de vestidos, saias e blusas, e simplesmente não há nada para vestir. Todas aquelas peças que eram incríveis quando foram compradas, hoje estão cansadas da vida, velhas e tristes, e parece mais sensato sair sem nada do que vesti-las.
A vontade que dá é arrancar tudo de dentro do armário, empilhar e fazer uma grande fogueira. Mas quando passa o desespero, tudo fica claro e a solução mais adequada é doar tudo para a instituição de caridade mais próxima e recomeçar o acervo do zero. Mas será que isso é realmente necessário?
É claro que há certas peças que nem o bazar da igreja quer, mas as que ainda estão em bom estado não são casos perdidos. Para acabar com esse marasmo dentro do guarda-roupa, a solução é usar a criatividade, encontrar inspiração e trabalhar. A customização é um jeito barato e divertido de fazer com que aquelas roupas jogadas num canto voltem a ser interessantes.
Não é preciso dominar técnicas complexas para começar. A jornalista Thalita Peres tirou idéias de blogs de moda para customizar um short jeans, uma saia e um blazer. “Nunca quis mexer em nenhuma peça minha, pois achava que não tinha talento manual. Vendo alguns sites como LookBook e Jak & Jil, descobri que peças estilo “eu que fiz” estavam em alta, então resolvi arriscar e usar peças que estavam encostadas no meu armário”, conta. Thalita comprou tachas pela Internet e aplicou na gola do blazer e nos bolsos do short e da saia.
A economia é um dos pontos positivos de se modificar as roupas para dar cara nova a elas, mas não é o único. “A vantagem da customização está na unicidade e exclusividade. Muitas pessoas buscam isso, até mesmo por insatisfação em relação a uma peça. Eu, por exemplo, sempre troco os botões das roupas que eu compro”, conta a professora de customização Tais Tozatti. Ela é professora universitária do curso de moda e, eventualmente, ministra oficinas de customização. “Não existe pré-requisito para aprender. Nas aulas, primeiro os alunos aprendem pontos básicos de bordado com linha e pedrarias, depois começam a aplicar numa camiseta básica o que aprenderam, e eu também ensino uma técnica de babado para ser utilizado como manga.Qualquer um pode fazer o curso de customização”.
A artesã Maria Luiza Goodgroves gosta não só do resultado, mas do processo de produção, e vê motivos éticos para customizar peças. “Uma das principais vantagens da customização, na minha opinião, é o processo criativo, a versatilidade que o artesão tem diante de todas as opções oferecidas por esse trabalho de transformar o material, além da possibilidade de imprimir sua capacidade criativa na peça. Outro ponto importante é que a customização é uma maneira de se inserir no movimento cultural-global de reaproveitamento de materiais para diminuir o consumismo, que vem gerando impactos significativos, e até desconhecidos, no planeta”. Ela defende que transformar resíduos em arte é uma boa maneira de colaborar com a sustentabilidade.
Maria Luiza transforma camisetas em bolsas, sacolas de feira em ecobags delicadas e cheias de estilo, além de produzir carteiras, porta-moedas e nécessaires usando diversas técnicas de artesanato. “Eu até gostaria de trabalhar com algumas poucas técnicas, já que isso me deixaria centrada em uma confecção com apenas cinco ou seis modelos, mas essa é a minha maior dificuldade. Não consigo me manter estática e fiel a poucos materiais. Se começo com tecido, daqui a pouco me vejo com a cabeça a mil já misturando com couro, com malha, fita… Tem dias que fervilha tanto esse caldeirão interno de criar que até em sonho vem inspiração e, ao acordar, eu já quero experimentar algo novo”. E da onde vêm tantas idéias? “Como boa aquariana, sempre gostei de ter coisas com estilo próprio, cara nova, que não tivessem sido vistas ou produzidas em série. Então, me inspiro na inquietação interna, mesmo. Nem sempre é tão simples, pois às vezes você acaba se perdendo dentro das idéias. Por isso, é preciso planejar e separar o que quer e o que pode ser feito, e não perder o foco”, ensina.
Para quem quer customizar mas nunca tentou, ela dá algumas dicas. “Só iniciando é que flui, e cada um tem o seu proprio estilo. Então, pesquisem, olhem além da forma, observem também outros artistas e tragam um pouco disso para suas vidas. Customização é um habito popular, que sempre existiu. É tão amplo e versátil que criar regras seria enquadrar a criatividade”. Portanto, quem quer customizar é livre para criar. Só não vale copiar o trabalho dos outros. “Não é preciso haver regras, mas ética, sim”, diz a artesã.
Como fazer
Tênis pintado e bordado
A estudante de letras Gislene Augusto transformou um simples tênis preto num calçado delicado e feminino, estampado com corações coloridos.
Ela usou tintas coloridas que custam a partir de R$2,50 e linhas de bordado, que custam, em média, R$7 o carretel. A linha adquirida por esse preço dá para bordar uma quantidade quase infinita de tênis, pois para fazer os corações é usada só um pouco.
Gislene fez o contorno dos corações com as linhas. A parte de dentro, pintou com tintas coloridas e um pincel de ponta fina.
Usando cinco cores de tinta, Gislene gastou R$7,50, e com duas cores de linha, R$14. Total: R$21,50. Um All Star estampado custa, em média, R$85.
Camiseta estampada
Gislene usou tintas coloridas para estampar uma camiseta branca. Como as cores fluorescentes estão em alta, a dica é fazer desenhos simples com tons néon. Nesse caso, cada tubo custa cerca de R$8, e com 3 tons diferentes dá para fazer vários desenhos gastando apenas R$24. Em lojas de Shopping, uma camiseta com estampa néon e feita com uma malha de boa qualidade não sai por menos de R$50.
Patchwork
O trabalho feito em patchwork, ou retalhos, geralmente não tem custo nenhum. Basta pegar sobras de tecidos com estampas diferentes e costurar sobre uma bolsa, calça, blusa ou tênis. A professora de customização Tais Tozatti usou um tecido vermelho e botões coloridos para estilizar a eco bag de uma amiga. Para arrematar, Tais bordou lantejolas e canutilhos (R$0,50 a R$1 o potinho) e amarrou uma fitinha do Senhor do Bonfim (R$0,10 cada).
Aplicação de tachas
A jornalista de moda Thalita Peres, do blog Girls of Mode, mostra como as tachas podem transformar um jeans e um blazer.
Customização solidária
A customização é uma arte que você pode fazer para economizar, desestressar, ter um guarda-roupa diferente… Mas a fotógrafa Luciana Saques, de 32 anos, vai além.
Artista nata, nunca precisou de cursos para aprender a pintar gatos e cachorros dos mais variados jeitos, poses e estilos em camisetas e bolsas. Os trabalhos são vendidos no blog Art by Lu, e 20% do valor arrecadado é doado para ONGs que cuidam do bem-estar de cães e gatos abandonados. “Comecei a parceria em 2007, com a Adote um Gatinho. Eu já tinha um blog que divulgava animais para adoção quando conheci o trabalho deles, mas vi que faziam parcerias com artesãos e pensei que seria bacana tentar”, conta.
Depois de iniciar a primeira parceria, Luciana propôs a idéia à ONG Proambi, de São José do Rio Preto. E, recentemente, foi convidada para ser parceira do projeto 4 Patinhas e do Cats of Necropolis, que ajuda gatos abandonados em um cemitério de Santos. “Sou vegetariana há 9 anos e tenho 19 gatos e uma cachorrinha, todos resgatados da rua. Amo animais e acredito que a humanidade está absurdamente errada na maneira como trata os outros seres vivos do planeta”.
No blog artbylu.blogspot.com Luciana mostra suas eco bags, bolsas e camisetas e, quem quiser comprar algum dos produtos, deve mandar um e-mail paraartbylu@gmail.com dizendo qual das ONGs deseja ajudar.
Serviço
Gislene Augusto – para ver os trabalhos da estudante, é só visitar sua página no Orkut, procurando por jokamaniaka@hotmail.com.
Maria Luiza Goodgroves – mlgoodgroves@gmail.com –www.flickr.com/photos/luizagoodgroves
American Music Awards 2009
Todas as imagens foram elegantemente afanadas do Just Jared e do Faded Youth.
Rihanna chegou trabalhada no estêncil e pronta pra grafitar o tapete vermelho.
Eu quero usar esse vestido no meu aniversário, na minha formatura, no casamento da minha melhor amiga e no meu velório. Eu e Fergie acreditamos no brilho, no glamour, na morenice e no Giorgio Armani. Só na fenda que ela acredita mais que eu, porque né, eu sei que tá em alta, mas tudo isso de frescor nas pernocas vai mostrar minha calcinha quando eu sentar.
O Balenciaga da Nicole Kidman não tem nenhuma grande ousadia, mas não chega a parecer que ela pegou emprestado da Angelina Jolie. I mean, é comportado mas não é tedioso. Gostei, achei chic, e as rendas em camadas são lindas. Eu só pediria pro Keith Urban parar de mostrar a tribal do chiclete e abotoar essa camisa.
A Shakira adorou essa tendência do meia pata com uma mega plataforma drag queen, né? Já é o segundo red carpet que ela aparece com um sapato assim… Mas eu entendo, porque ela é baixinha e tem quadril largo, então, se não tomar cuidado, a bunda parece maior e mais perto do chão do que realmente é. Além disso, o Versace que ela usou no AMA’s tem listras e formas geométricas que ajudam a alongar, e o modelo realça as curvas da Shaki. Ponto pra você, améga, fez as escolhas certas.
Cheveux rouges
Você também já teve cabelo vermelho, que eu sei!
De cima pra baixo, da esquerda pra direita:
1 – Jessica Alba acabou de tingir
2 – Scarlett ficou mais linda do que nunca
3 – Isla Fisher tem cara de ser ruiva natural
4 – A vocalista linda do A Fine Frenzy, Alison Sudol
5 – Christina Hendricks e uma das poucas fotos em que os peitos dela não estão pulando na nossa cara
6 – Ashlee Simpson e nada a dizer sobre ela
7 – Shirley Manson, a diva
8 – Kate Winslet com cara de Rose do Titanic
9 – Kirsten Dunst nos tempos de Mary Jane
10 – LiLo
11 – Pink também já se jogou na água de salsicha
12 – Hayley Williams do Paramore era ruiva, hoje é loira e torço para que amanhã fique ruiva novamente
13, 14 e 15 – Pessoas desconhecidas e lindas que apareceram no www.garancedore.fr e no facehunter.blogspot.com
Vamos ao brechó!
Dia desses eu fiz um video para um trabalho da faculdade sobre brechós. Fui ao Brechó Veste Bem, fucei, garimpei, achei coisas fantásticas e filmei.
Como eu sou muito da aparecida vou postar o video aqui também, mas não reparem na metade do meu sutiã que aparece quando eu viro e nem nas minhas mãos incontroláveis.
Um beijo pro Hugo e pro Lucas, que tiveram toda a paciência de editar cortando meus momentos mais vergonhosos e deixando só os aceitáveis, pras donas do brechó, que nem se incomodaram com a zona que eu fiz, pra minha irmã, que apesar dos problemas psico-motores que deixaram tudo tremido e fora do enquadramento foi a repórter de video dessa esplêndida matéria, e um beijo maior ainda pra quem chama drapeado de plissado.
Mostra mesmo!
Em homenagem à menina humilhada pelos escrotinhos da Uniban, uma seleção com os melhores vestidos curtíssimos que eu pude encontrar em poucos minutos de pesquisa na minha hora de almoço.
Se um vestido curto é, ou não, apropriado para ir à aula, tanto faz. Inadequado e digno de punição moral e legal é se comportar feito aborígene diante do tal vestido.
Uma grande cuspida na cara de todos os moralistinhas micareteiros que cagam regras e um beijo pra quem empina o nariz e os peitos dentro de um bandage dress, um t-shirt dress, ou qualquer outro dress que mostre mais do que a sua bisavó de 94 anos acharia normal.
Dita entre nós
Dita von Teese é linda, talentosa, já pegou o Marilyn Manson, quer morar no meio dos gays e está entre nós desde o dia 25 de outubro.
A dançarina burlesca veio ao Brasil para divulgar a campanha Be Cointreauversial, da Cointreau, e ganhou corselet da Madame Sher, aguentou Jô Soares babando ovo, comeu comidinhas bem brasileiras e, amanhã, dia 28, vai fazer a única apresentação no país, em uma festinha fechada em que só entrarão jornalistas e colunáveis Meu Amor.
A participação no Programa do Jô foi ao ar ontem, dia 26, e Dita estava de louboutins maravilhosos e um vestido sonho de consumo.
Como essa entrevista não nos acrescenta muito, aqui tem outra melhor:
Para os pobres que não foram convidados para a festinha brasileira, show da Dita Von Teese em evento da Cointreau em Londres:
Para quem quer ser sua própria Dita von Teese, a boa notícia é que a maquiagem dela não é lá muito difícil de fazer. Essa moça simpática ensina o passo-a-passo:
Au revoir, Shosanna
Do caralho. Bastardos Inglórios foi o filme que mais me impressionou esse ano.
Puta filmes como O Pianista, A Lista de Schindler e O Julgamento de Nuremberg fizeram os de coraçãozinho mole chorar e relataram a tragédia vivida pelos judeus na 2ª Guerra Mundial. Aí veio o Mel Gibson e fez aquele filme contando uma história que todo mundo já sabia o final e que, segundo dizem, botou os judeus como os meninos maus da história, porque ele tava de saco cheio dessa galera que guarda o shabbat e come dois chalá em Hollywood. Mas eu não posso confirmar isso porque tenho preguicinha de papo cristão, daí nem vi o filme.
Então, enfim, veio o Tarantino, que cagou pro desfecho da 2ª Guerra e contou os fatos à sua maneira, botando um grupo de judeus magrelos pra matar nazistas sem nenhuma técnica e muito sadismo. E fez o mundo rir deles. Porque, já dizia uma uma professora de política que eu tive na faculdade de Ciências Sociais, a maior tragédia é a comédia. Rir é a melhor maneira de desmontar e desmoralizar uma situação ou uma pessoa.
Achei o tiro de misericórdia cinematográfico nesse episódio da História Mundial e agora a gente segue em frente e pixa, sei lá, os americanos, que meteram o nariz no Iraque e no Afeganistão, ou até os brasileiros, que se querem resolver uma guerra, deviam começar pelo Rio de Janeiro, em vez de dar pitaco em Honduras. Enfim, estamos prontos para seguir em frente.
Além da história, da trilha sonora, dos atores, do diretor, dos cortes, da fotografia, e etc, etc, etc, Bastardos Inglórios tem Diane Kruger e Melanie Laurent, duas atrizes lindas e sensacionais que ficaram fantásticas em seus papéis. Mas como a beleza da Diane é impressionante, mas óbvia (e isso não é uma crítica), quem me deixou bélgica, trélgica e escandalizada foi a Shosanna Dreyfus, com aquela posezinha de francesa cult que bebe vinho, fuma e lê num café e é blasé com o menino do Adeus, Lênin! e Edukators, que por sinal é uma graça.
Fiquei super amando a Melanie e garimpei umas fotos dela…

Em um momento X do filme ela se veste para matar com um vestido vermelho de decote quadrado que, ok, não aumenta os peitos, mas acho que peitões não tinham a ver com a personagem, mesmo. Como o modelo era justo, camadas no quadril ajudaram a dar volume, fazendo com que ela não parecesse uma tábua. Pra falar a verdade, eu ainda não sei se aquilo era um vestido com camadas ou um tailleur, mas tudo bem, tinha camadinhas e, além de lindo, ficou ótimo naquele corpo.

Em um evento que não sei qual foi, de Louis Vuitton, uma cor linda no cabelo e um corte todo irregular e com franjas, que só fica bem mesmo em quem tem o rosto magro, senão a cara fica redondona pique bolacha trakinas e não é isso que queremos, não é mesmo? E mesmo que a Melanie não tivesse ficado linda, Marc Jacobs posando ao seu lado é algo que repara qualquer cagada estilística.

Nesse dia ela fez a linha Vila Sésamo e foi de Garibaldo, mas tá ok, depois que Madonna usou vestido de musgos, todo o resto é perdoável.

Tá clássica e comportada, mas tá linda!

Pra fechar socando a bota, the cherry on the top of the cake: de perfecto nude e esse sapato cinza lindo, saindo do desfile da Balenciaga, na semana de moda de Paris. Nada menos que o topo da dignidade. Melanie, o mundo te ama.
Bom dia uma hora mais cedo
Meses pentelhando o namorado porque um dia eu reclamei que “meu computador precisa ser formatado” e ele caiu na besteira de gentilmente responder: “deixa que eu formato pra você”. Pão-dura pra caramba, eu fiquei bem feliz por não precisar pagar alguém por esse servicinho e enchi o saco dele até o bonito ir à minha casa formatar a máquina e dar tudo errado.
Minha latinha está na UTI do SUS, sem Windows, esperando o socorro do moreno blasé e de agenda cheia que atende por técnico. Ontem à noite eu até vi Fantástico, na falta do que fazer (e bloquearei quem me mandar ler um livro).
Mas, como nem tudo são flores, tampouco nem tudo é merda. Não fosse a formatação a gente não tinha comido pizza com a mão (minha mãe sempre disse que em casa pode) no sábado à noite, antes de ver Bastardos Inglórios pela segunda vez. E não fosse o epic fail eu não teria feito o moço assistir House, ele não teria me feito assistir Ugly Betty e nós não teríamos saído em busca de outro CD de instalação do Windows em uma caçada selvagem com direito a tiramissu na padaria, yakissoba infantil com brinquedo no chinês (nessa ordem. Sobremesa primeiro) e visita às canecas, biquínis, TVs, notebooks, molhos shoyu e rações para roedores no supermercado.
Foi um ótimo fim de semana, óbrégada. Mas, como boa mulher que sou, eu guardo dele a culpa. Culpinha boba por querer o que não deu certo, mas a real é que em vez de apenas agradecer pelo domingo bonito, em que a chuva deu trégua ao santista e eu me senti feliz, me culpo. Se meu computador não estivesse moribundo e exibindo uma fúnebre tela preta de DOS com a qual eu não sei lidar, eu teria arranjado outro motivo para a minha culpa. E se não tivesse dado errado eu não teria parado para ler a matéria da TPM desse mês sobre a culpa feminina e percebido que eu também me sinto culpada por inúmeras coisas que fogem do meu controle – portanto, seja pelo sucesso ou pelo desastre, não podem ser atribuídas a mim.
Eu me culpo pela matéria feita às pressas e com poucas fontes, pelo croqui inacabado em cima da mesa, pelas palavrinhas infames ouvidas por uma colega há muitos meses atrás da boca de alguém que nem sou eu, por olhar para quem se veste excentricamente mal e me perguntar onde Deus escondeu a caixinha do senso estético quando criou aquela pessoa linda, e depois me sinto culpada por não me tornar amiga da pessoa e lhe dar uns toques sobre cores, estilos e propoções, e depois mais culpada por, dentro da minha cabeça, não permitir que as pessoas lindas de Deus sejam felizes com suas calças justas demais, seus vestidos grandes demais e seus cabelos com particularidades demais e foda-se a Trinny Woodall.
Seguindo essa linha de raciocínio (e começo a me sentir culpada pelo texto estar ficando infinito), eu notei o quão culpada eu me sinto por trabalhar com aquilo que diz às pessoas que elas DEVEM ter um estilo próprio ao mesmo tempo que DEVEM ter senso estético para não achatar a silhueta, aumentar o quadril, diminuir o peito, engrossar a perna e DEVEM ter personalidade e uma boa imagem.
Pra falar a verdade eu nunca disse que ninguém deve porra nenhuma, mas eu sei que algumas pessoas entendem os artigos de moda dessa maneira e eu me sinto culpada por isso. É como se, a partir do momento em que um texto seu sobre moda é tornado público, os homens e mulheres vítimas da moda e da falta de noção se tornassem crias suas. E você se sente responsável pelos erros dos outros. Claro que a maioria deles nem leu o que você escreveu (porque eu nem sou a Palomino ou a Petit, então, eles não leram mesmo), mas é aquela ideiazinha fraca de jornalista achar que pode mudar o mundo. Eu queria pelo menos mudar pra melhor a estética dele. E torná-lo mais expressivo. Moda é expressão, eu acho. A roupa expressa até que você não sabe se expressar.
Aí, voltamos à culpa. Eu não to sendo ouvida, não to sendo gostada, não to me fazendo entender. Culpa, culpa, culpa. Nenhum homem sabe como é. Nós vivemos isso toda hora.
Reconhecendo a porra toda, eu e todas as culpadas por alguma coisa na vida temos duas opções. A opção a, que é parar de fazer o que eu estou fazendo e procurar outra vida, e a opção b, que é aceitar que é assim mesmo e foda-se, it’s ok to be gay.
Há quem não saiba lidar com as informações que recebe, quem se lixe pras informações e quem nem as receba. Informação de moda é meio relativa porque há quem consiga enxergá-la até nas araras da Besni e quem leia todas as revistas especializadas e nunca tenha absorvido uma palavra de matéria nenhuma. Antes, eu achava que a informação desse tipo era elitizada e poucas pessoas tinham acesso, porque a Vogue custa 15 reais, a L’Officiel também, e as revistas de 5 realidades não teorizam.
Mas a verdade é que até revistas que só mostram looks de famosas são cheias de informação. Ela pode não ser contextualizada e interpretada, mas o básico do “quem pode usar o que, como usar, onde usar e por que usar” tá lá. Se é pra quem tem peitão ou fica melhor em quem não tem, se aumenta quadril… É só interpretar.
Ok, estamos partindo do pressuposto de que toda leitora sabe ler as entrelinhas dessas leads visuais, mas as revistas também não podem enviar para as bancas um encarte ensinando como se lê matéria de moda. Vai ver, interpretação de texto e de imagem é coisa que devia ser melhor ensinada na escola, aí todo mundo via as fotos e entendia como usar cada tendência antes de sair por aí colocando a grande bunda dentro de uma legging e fazendo questão de realçar com blusa na altura do quadril e bota em couro envernizado de salto agulha em situações nada a ver. As matérias explicando como usar o que em que corpo também são muito bem vindas, sempre, mas são textos mais aprofundados. O feijão com arroz todo mundo também tem que saber entender, né verdade? No fundo, no fundo, é tudo uma questão de analfabetismo funcional.
Mas isso é culpa do MEC, não do jornalismo de moda.
Sissy de camiseta
Hoje é dia de fechamento e talvez não seja de bom tom eu postar nesse momento, mas acontece que eu não paro de ouvir Sissy Wish para poupar os meus ouvidos do jogo de futebol que estão vendo aqui na redação e eu achei essa foto dela:

Apesar de eu não gostar de listras porque fazem eu me sentir uma marinheira ou o Wally de Onde está Wally? e ter aposentado minhas meias 3/4 coloridas desde que algum engraçadinho me chamou de Emília, achei que a Sissy Wish usa listras e meias coloridas com muito ishtylo. Talvez eu volte a usar as minhas meias coloridas depois de ver essa foto. Obrigada, Sissy.
Além de listras e cores, a moça gosta de camisetas:


Sissy Wish é norueguesa, bonitinha, tem voz doce e um cd chamado Beauties never die (otimista…), então, se ela usa camiseta, é pq camiseta é tendência.
Por isso que eu hei de ganhar uma da Lady Gaga e ser tendência também. Fikdik.

Deixe seu jogging matinal mais bonito!
É agora que eu levanto duas horas mais cedo para fazer cooper na praia!
Acaba de chegar ao Brasil uma nova linha de calçados que vai deixar as caminhadas, corridas e ginastiquinhas em geral deveras elegantes. Se você estava enrolando para entrar na academia, anime-se, porque chegou a hora.
As novas belezuras do mercado prometem reduzir o pico de pressão e esforço muscular (e não comentarei nada sobre isso porque não sei o que significa) e são feitos com material antifúngico e antibacteriano, para não dar aquele chulezinho.
São só vantagens para você, aspirante a João do Pulo!
Os novos sapatos favoritos dos atletas são da linha Prepair e nada mais, nada menos que…
CROOOOOOOOOOCS!

Boa semana, Brasil!





































