Vamos ao brechó!

2009 Novembro 5
por nathaliailovatte

Dia desses eu fiz um video para um trabalho da faculdade sobre brechós. Fui ao Brechó Veste Bem, fucei, garimpei, achei coisas fantásticas e filmei.

Como eu sou muito da aparecida vou postar o video aqui também, mas não reparem na metade do meu sutiã que aparece quando eu viro e nem nas minhas mãos incontroláveis.

Um beijo pro Hugo e pro Lucas, que tiveram toda a paciência de editar cortando meus momentos mais vergonhosos e deixando só os aceitáveis, pras donas do brechó, que nem se incomodaram com a zona que eu fiz, pra minha irmã, que apesar dos problemas psico-motores que deixaram tudo tremido e fora do enquadramento foi a repórter de video dessa esplêndida matéria, e um beijo maior ainda pra quem chama drapeado de plissado.

Mostra mesmo!

2009 Outubro 30
por nathaliailovatte

Em homenagem à menina humilhada pelos escrotinhos da Uniban, uma seleção com os melhores vestidos curtíssimos que eu pude encontrar em poucos minutos de pesquisa na minha hora de almoço.

Se um vestido curto é, ou não, apropriado para ir à aula, tanto faz. Inadequado e digno de punição moral e legal é se comportar feito aborígene diante do tal vestido.

Uma grande cuspida na cara de todos os moralistinhas micareteiros que cagam regras e um beijo pra quem empina o nariz e os peitos dentro de um bandage dress, um t-shirt dress, ou qualquer outro dress que mostre mais do que a sua bisavó de 94 anos acharia normal.

Dita entre nós

2009 Outubro 27
por nathaliailovatte

Dita von Teese é linda, talentosa, já pegou o Marilyn Manson, quer morar no meio dos gays e está entre nós desde o dia 25 de outubro.

A dançarina burlesca veio ao Brasil para divulgar a campanha Be Cointreauversial, da Cointreau, e ganhou corselet da Madame Sher, aguentou Jô Soares babando ovo, comeu comidinhas bem brasileiras e, amanhã, dia 28, vai fazer a única apresentação no país, em uma festinha fechada em que só entrarão jornalistas e colunáveis Meu Amor.

A participação no Programa do Jô foi ao ar ontem, dia 26, e Dita estava de louboutins maravilhosos e um vestido sonho de consumo.

 

 

Como essa entrevista não nos acrescenta muito, aqui tem outra melhor:

 

Para os pobres que não foram convidados para a festinha brasileira, show da Dita Von Teese em evento da Cointreau em Londres:

 

Para quem quer ser sua própria Dita von Teese, a boa notícia é que a maquiagem dela não é lá muito difícil de fazer. Essa moça simpática ensina o passo-a-passo:

Au revoir, Shosanna

2009 Outubro 20
por nathaliailovatte

Do caralho. Bastardos Inglórios foi o filme que mais me impressionou esse ano.

Puta filmes como O Pianista, A Lista de Schindler e O Julgamento de Nuremberg fizeram os de coraçãozinho mole chorar e relataram a tragédia vivida pelos judeus na 2ª Guerra Mundial. Aí veio o Mel Gibson e fez aquele filme contando uma história que todo mundo já sabia o final e que, segundo dizem, botou os judeus como os meninos maus da história, porque ele tava de saco cheio dessa galera que guarda o shabbat e come dois chalá em Hollywood. Mas eu não posso confirmar isso porque tenho preguicinha de papo cristão, daí nem vi o filme.

Então, enfim, veio o Tarantino, que cagou pro desfecho da 2ª Guerra e contou os fatos à sua maneira, botando um grupo de judeus magrelos pra matar nazistas sem nenhuma técnica e muito sadismo. E fez o mundo rir deles. Porque, já dizia uma uma professora de política que eu tive na faculdade de Ciências Sociais, a maior tragédia é a comédia. Rir é a melhor maneira de desmontar e desmoralizar uma situação ou uma pessoa.

Achei o tiro de misericórdia cinematográfico nesse episódio da História Mundial e agora a gente segue em frente e pixa, sei lá, os americanos, que meteram o nariz no Iraque e no Afeganistão, ou até os brasileiros, que se querem resolver uma guerra, deviam começar pelo Rio de Janeiro, em vez de dar pitaco em Honduras. Enfim, estamos prontos para seguir em frente.

Além da história, da trilha sonora, dos atores, do diretor, dos cortes, da fotografia, e etc, etc, etc, Bastardos Inglórios tem Diane Kruger e Melanie Laurent, duas atrizes lindas e sensacionais que ficaram fantásticas em seus papéis. Mas como a beleza da Diane é impressionante, mas óbvia (e isso não é uma crítica), quem me deixou bélgica, trélgica e escandalizada foi a Shosanna Dreyfus, com aquela posezinha de francesa cult que bebe vinho, fuma e lê num café e é blasé com o menino do Adeus, Lênin! e Edukators, que por sinal é uma graça.

Fiquei super amando a Melanie e garimpei umas fotos dela…

Em um momento X do filme ela se veste para matar com um vestido vermelho de decote quadrado que, ok, não aumenta os peitos, mas acho que peitões não tinham a ver com a personagem, mesmo. Como o modelo era justo, camadas no quadril ajudaram a dar volume, fazendo com que ela não parecesse uma tábua. Pra falar a verdade, eu ainda não sei se aquilo era um vestido com camadas ou um tailleur, mas tudo bem, tinha camadinhas e, além de lindo, ficou ótimo naquele corpo.

Em um evento que não sei qual foi, de Louis Vuitton, uma cor linda no cabelo e um corte todo irregular e com franjas, que só fica bem mesmo em quem tem o rosto magro, senão a cara fica redondona pique bolacha trakinas e não é isso que queremos, não é mesmo? E mesmo que a Melanie não tivesse ficado linda, Marc Jacobs posando ao seu lado é algo que repara qualquer cagada estilística.

Nesse dia ela fez a linha Vila Sésamo e foi de Garibaldo, mas tá ok, depois que Madonna usou vestido de musgos, todo o resto é perdoável.

Tá clássica e comportada, mas tá linda!

Pra fechar socando a bota, the cherry on the top of the cake: de perfecto nude e esse sapato cinza lindo, saindo do desfile da Balenciaga, na semana de moda de Paris. Nada menos que o topo da dignidade. Melanie, o mundo te ama.

Bom dia uma hora mais cedo

2009 Outubro 19
por nathaliailovatte

Meses pentelhando o namorado porque um dia eu reclamei que “meu computador precisa ser formatado” e ele caiu na besteira de gentilmente responder: “deixa que eu formato pra você”. Pão-dura pra caramba, eu fiquei bem feliz por não precisar pagar alguém por esse servicinho e enchi o saco dele  até o bonito ir à minha casa formatar a máquina e dar tudo errado.

Minha latinha está na UTI do SUS, sem Windows, esperando o socorro do moreno blasé e de agenda cheia que atende por técnico. Ontem à noite eu até vi Fantástico, na falta do que fazer (e bloquearei quem me mandar ler um livro).

Mas, como nem tudo são flores, tampouco nem tudo é merda. Não fosse a formatação a gente não tinha comido pizza com a mão (minha mãe sempre disse que em casa pode) no sábado à noite, antes de ver Bastardos Inglórios pela segunda vez. E não fosse o epic fail eu não teria feito o moço assistir House, ele não teria me feito assistir Ugly Betty e nós não teríamos saído em busca de outro CD de instalação do Windows em uma caçada selvagem com direito a tiramissu na padaria, yakissoba infantil com brinquedo no chinês (nessa ordem. Sobremesa primeiro) e visita às canecas, biquínis, TVs, notebooks, molhos shoyu e rações para roedores no supermercado.

Foi um ótimo fim de semana, óbrégada. Mas, como boa mulher que sou, eu guardo dele a culpa. Culpinha boba por querer o que não deu certo, mas a real é que em vez de apenas agradecer pelo domingo bonito, em que a chuva deu trégua ao santista e eu me senti feliz, me culpo.  Se meu computador não estivesse moribundo e exibindo uma fúnebre tela preta de DOS com a qual eu não sei lidar, eu teria arranjado outro motivo para a minha culpa. E se não tivesse dado errado eu não teria parado para ler a matéria da TPM desse mês sobre a culpa feminina e percebido que eu também me sinto culpada por inúmeras coisas que fogem do meu controle – portanto, seja pelo sucesso ou pelo desastre, não podem ser atribuídas a mim.

Eu me culpo pela matéria feita às pressas e com poucas fontes, pelo croqui inacabado em cima da mesa, pelas palavrinhas infames ouvidas por uma colega há muitos meses atrás da boca de alguém que nem sou eu, por olhar para quem se veste excentricamente mal e me perguntar onde Deus escondeu a caixinha do senso estético quando criou aquela pessoa linda, e depois me sinto culpada por não me tornar amiga da pessoa e lhe dar uns toques sobre cores, estilos e propoções, e depois mais culpada por, dentro da minha cabeça, não permitir que as pessoas lindas de Deus sejam felizes com suas calças justas demais, seus vestidos grandes demais e seus cabelos com particularidades demais e foda-se a Trinny Woodall.

Seguindo essa linha de raciocínio (e começo a me sentir culpada pelo texto estar ficando infinito), eu notei o quão culpada eu me sinto por trabalhar com aquilo que diz às pessoas que elas DEVEM ter um estilo próprio ao mesmo tempo que DEVEM ter senso estético para não achatar a silhueta, aumentar o quadril, diminuir o peito, engrossar a perna e DEVEM ter personalidade e uma boa imagem.

Pra falar a verdade eu nunca disse que ninguém deve porra nenhuma, mas eu sei que algumas pessoas entendem os artigos de moda dessa maneira e eu me sinto culpada por isso. É como se, a partir do momento em que um texto seu sobre moda é tornado público, os homens e mulheres vítimas da moda e da falta de noção se tornassem crias suas. E você se sente responsável pelos erros dos outros. Claro que a maioria deles nem leu o que você escreveu (porque eu nem sou a Palomino ou a Petit, então, eles não leram mesmo), mas é aquela ideiazinha fraca de jornalista achar que pode mudar o mundo. Eu queria pelo menos mudar pra melhor a estética dele. E torná-lo mais expressivo. Moda é expressão, eu acho. A roupa expressa até que você não sabe se expressar.

Aí, voltamos à culpa. Eu não to sendo ouvida, não to sendo gostada, não to me fazendo entender. Culpa, culpa, culpa. Nenhum homem sabe como é. Nós vivemos isso toda hora.

Reconhecendo a porra toda, eu e todas as culpadas por alguma coisa na vida temos duas opções. A opção a, que é parar de fazer o que eu estou fazendo e procurar outra vida, e a opção b, que é aceitar que é assim mesmo e foda-se, it’s ok to be gay.

Há quem não saiba lidar com as informações que recebe, quem se lixe pras informações e quem nem as receba. Informação de moda é meio relativa porque há quem consiga enxergá-la até nas araras da Besni e quem leia todas as revistas especializadas e nunca tenha absorvido uma palavra de matéria nenhuma. Antes, eu achava que a informação desse tipo era elitizada e poucas pessoas tinham acesso, porque a Vogue custa 15 reais, a L’Officiel também, e as revistas de 5 realidades não teorizam.

Mas a verdade é que até revistas que só mostram looks de famosas são cheias de informação. Ela pode não ser contextualizada e interpretada, mas o básico do “quem pode usar o que, como usar, onde usar e por que usar” tá lá. Se é pra quem tem peitão ou fica melhor em quem não tem, se aumenta quadril… É só interpretar.

Ok, estamos partindo do pressuposto de que toda leitora sabe ler as entrelinhas dessas leads visuais, mas as revistas também não podem enviar para as bancas um encarte ensinando como se lê matéria de moda. Vai ver, interpretação de texto e de imagem é coisa que devia ser melhor ensinada na escola, aí todo mundo via as fotos e entendia como usar cada tendência antes de sair por aí colocando a grande bunda dentro de uma legging e fazendo questão de realçar com blusa na altura do quadril e bota em couro envernizado de salto agulha em situações nada a ver. As matérias explicando como usar o que em que corpo também são muito bem vindas, sempre, mas são textos mais aprofundados. O feijão com arroz todo mundo também tem que saber entender, né verdade? No fundo, no fundo, é tudo uma questão de analfabetismo funcional.

Mas isso é culpa do MEC, não do jornalismo de moda.

Sissy de camiseta

2009 Outubro 16
por nathaliailovatte

Hoje é dia de fechamento e talvez não seja de bom tom eu postar nesse momento, mas acontece que eu não paro de ouvir Sissy Wish para poupar os meus ouvidos do jogo de futebol que estão vendo aqui na redação e eu achei essa foto dela:

Apesar de eu não gostar de listras porque fazem eu me sentir uma marinheira ou o Wally de Onde está Wally? e ter aposentado minhas meias 3/4 coloridas desde que algum engraçadinho me chamou de Emília, achei que a Sissy Wish usa listras e meias coloridas com muito ishtylo. Talvez eu volte a usar as minhas meias coloridas depois de ver essa foto. Obrigada, Sissy.

Além de listras e cores, a moça gosta de camisetas:

Sissy Wish é norueguesa, bonitinha, tem voz doce e um cd chamado Beauties never die (otimista…), então, se ela usa camiseta, é pq camiseta é tendência.

Por isso que eu hei de ganhar uma da Lady Gaga e ser tendência também. Fikdik.

Deixe seu jogging matinal mais bonito!

2009 Setembro 14
por nathaliailovatte

É agora que eu levanto duas horas mais cedo para fazer cooper na praia!

Acaba de chegar ao Brasil uma nova linha de calçados que vai deixar as caminhadas, corridas e ginastiquinhas em geral deveras elegantes. Se você estava enrolando para entrar na academia, anime-se, porque chegou a hora.

As novas belezuras do mercado prometem reduzir o pico de pressão e esforço muscular (e não comentarei nada sobre isso porque não sei o que significa) e são feitos com material antifúngico e antibacteriano, para não dar aquele chulezinho.

São só vantagens para você, aspirante a João do Pulo!

Os novos sapatos favoritos dos atletas são da linha Prepair e nada mais, nada menos que…

CROOOOOOOOOOCS!

croc1

croc2 

Boa semana, Brasil!

Flanelinha Parte 2

2009 Setembro 11
por nathaliailovatte

E lá vamos nós novamente!

A Renner decretou que setembro é tempo de mulher. Por quê? Não sei. Mas nem me interessa, o importante é que tem cursos de automaquiagem, diagnóstico capilar, tratamento de pele e outras coisinhas nas lojas Renner do Brasil inteiro promovidas pela Lancôme, Bourjois, Payot, Revlon e outras marcas. De graça, minha filha! Vai lá no site e vê a programação da sua cidade: www.lojasrenner.com.br.

A Rosa Chá já estreou sua nova versão na Semana de Moda de Nova York. Saiu Amir Slama, entrou Herchcovitch, e, ao que tudo indica, o resultado foi satisfatório. O Closet Online explica melhor.

Para quem gosta de make up, o www.portaldamaquiagem.com.br, da Avon, dá até lágrimas de alegria. Beauty artists dão dicas de looks fantásticos e falam sobre os backstages. Além dos trabalhos serem maravilhosos, as fotos são lindas e o layout também. Tudo bem que o foco não é webdesign, mas eu não confiaria em um site de beleza que me desse fortes indícios de ser feito por gente sem senso estético.

Dica do boss (com delay): A Fashion TV estreou essa semana o Lado H. Apresentado por Daniel Daibem, o programa mostra o universo do macho contemporâneo e mais: dá dicas sobre assuntos atuais para os mocinhos mudérnos.  No primeiro programa, Daniel mostra as etapas da produção de cervejas artesanais e acompanha 4 rapazes corajosos que acordam às 4 e meia da matina, bem no meio da semana, para descer a serra e pegar onda antes do início do expediente. Se você, assim como eu, perdeu a estreia na 5ªf, às 21h, e a reprise na 6ª, às 19h, a Fashion TV tem misericórdia e te dá a chance de ver no sábado, às 11h30.

Umbêjo bem cheio de ácaros e até a próxima hora vaga!

Passando a flanelinha

2009 Agosto 25
por nathaliailovatte

As minhas férias da faculdade acabaram e eu comecei um curso paralelo de Jornalismo de Moda, além de ter ficado doente semana passada. Então, minha gente, o resultado é esse: quase 1 mês sem atualização. Acontece, né.

Vim aqui só para passar a flanela, esse item típico da tendência grunge, que está tão em voga novamente, e tirar toda a poeira do blog.

Nesse tempo de ausência, a finada e amada Coco Chanel deixou de fumar cigarro e começou a fumar caneta, como vimos no cartaz do filme Coco antes de Chanel. O Oi Fashion Rocks anunciou que trará ao Brasil desfiles de Calvin Klein e Givenchy, mas que cada convite para o evento custará no mínimo setecentas realidades. A Anna Wintour divulgou que autografará 50 camisetas durante o Fashion’s Night Out, em Nova York, o que me fez pensar o quão elevada é a auto-estima dessa fofa senhorinha. A Miss Venezuela virou Miss Universo – de novo! – com um vestido vermelho de pin-up pomba gira que, na minha modesta opinião, perdeu feio para o look Audrey Hepburn da Miss Kosovo. Mas ninguém naquele júri era iluminado o bastante para ver a poesia por trás da inexpressividade e do penteado “Amy com glamour” da menina, por isso, o Donald Trump deixou seus negócios falarem mais alto e puxou o saco do Hugo Chávez outra vez. Cá para nós, nem as comentaristas brasileiras tinham cacife para falar alguma coisa. Primeiro elas transpiram todo o botox, depois elas podem xoxar a falta de expressão dos outros. Ainda no Miss Universo, qual foi a brasileira do picumã alisado que não chorou formol quando viu as madeixas da Miss Simpatia? O cabelo da chinesa era simplesmente a coisa mais lisa que eu já vi em toda a minha vida, com o detalhe de que as pontas dela eram seladas, hidratadas e perfeitas. Até quem tem os cabelos alisados pelas mãos de Deus sentiu inveja. Eu senti.

Preciso voltar ao trabalho, então, um beijo para os ácaros e até a próxima folga.

Mais feio que bater na avó

2009 Agosto 3
por nathaliailovatte

Se você andar descalça na rua, a pele vai virar um casco e você ainda corre o risco de pisar em “coisas”. Uma amiga, uma vez, voltava da praia de chinelo quando, sorrateiramente, um osso(?!) alçou voo e fincou no calcanhar da pobre.

Por isso que a gente não pode andar por aí sem sapato. O sapato é muito importante. Mesmo. Tão importante que tem gente por aí que acha que o mais importante de tudo é que o sapato apenas exerça sua função básica de sapato e que se dane o quão sofrível esteticamente ele é (aquele raciocínio simplista de ”Para quê eu vou comprar um papel higiênico de pêssego se o importante é que ele me…”, sabe, né). E o resultado desse pensamento tão transgressor é que as ruas viraram um grande show de horrores e é melhor andar olhando pra cima e ser atropelada do que olhar pro lugar certo e ver os absurdos medonhos em que as pessoas metem os pés.

 Eu achava que o ápice do terror era o sapatinho de Aladdin, vulgo Alpargatas, mas como a voz do povo é a voz de Deus, eu fui ouvi-la, e uma enquete no Twitter me mostrou que não. Tem gente por aí sendo torturada com visões bem piores do que sapatilhas de tecido com sola de… palha?

A @puroglamour votou nas grotescas botas de plataforma de loja de surf. Eu ia até postar fotos aqui pra torturar os leitores, mas no google só tinha imagem de arquivo pessoal e eu não sei o nome desse trambolho em inglês. Então, fechem os olhos e mentalizem uma rebolation na rave. Pronto, acharam as botinhas.

Já a @marinavrgs escolheu o sapato do almofadinha dos anos 90: marinavrgs Icon_lock @_nathalia_ eu voto em um que está fora da lista: mocassim bege com franjinha.
Fiquei uns minutos pensando “ma de que porra ela tá falando?”, sem ter a menor ideia do que se tratava. Antes de concluir que só os amigos da Marina compram coisas assim e que ela é muito mal relacionada, perguntei ao são google. E veio isso:

Lembra disso?
E repara que esse modelo ainda tem um exu todo bordado em miçangas. É o que chamamos de requinte.

E você acha que o freak show parou por aí? Hah. Foi a enquete mais sadomasoquista de todos os tempos. A @maxymallo foi uma das inspiradas que lembrou de algo que eu inicialmente achei que só existia no clipe do Travis: as Ugg Boots.

Parece o pé de algum boneco devasso da Vila Sésamo em versão “prêmio de quermesse”. Muito medo. 

Quando eu achei que o nível não podia descer mais, a @vmambrini me chocou e mandou a cereja do topo do bolo. Um sapato(?) constrangedor. 

Imagina se lançam a versão inclusiva, para quem tem seis dedos ou joanete.

Quando isso aí de cima foi colocado na roda, achei que todo mundo ia mudar de ideia e votar no tal do Five Fingers. Mas não! O grande vencedor do título de Sapato Mate-me Por Favor de Todos os Tempos não foi esse, nem o mocassim, nem as alpargatas, e nem as horrorosas papetes, que além de infames, causam chulé.

Senhoritas, como agradecimento pela participação na enquete, dedico a vocês todo um photo shooting do grande vencedor, o horripilante e caro tamanco de borracha vulgarmente conhecido como CROC!

[Palmas]

 

 

 

 

Muito obrigada @hannanaah, @joannaflora, @camilaoliveira, @marcellan, @maxymallo, @pixoxo, @thalitaperes, @puroglamour, @vmambrini, @marinavrgs, @juliancampos, @sasah_armstrong, @ricksan, @suamaeehhomem, @milenechagas e @ericaminchin pelo bom gosto ao participar dessa linda e estética enquete. Vocês são o futuro da humanidade!

Porque estilo é atemporal

2009 Julho 26
por nathaliailovatte

Durante o último SPFW eu fotografei algumas pessoas estilosas que estavam circulando pelo evento. Ia publicar todas as fotos no jornal mas naquela correria que continuou depois que eu voltei do evento acabei esquecendo, e só fui me lembrar esses dias, quando achei as fotos no meu pen drive.

O boss achou que o assunto já tava caído demais pra publicar e acabei fazendo uma nova coletânea de fotos de gente com ishtylo, dessa vez no Tattoo Girls. Mas as fotos do pessoal do SPFW ficaram tão bonitinhas e tem tanta gente legal e diferente que eu acho que não faz mal publicar aqui, mesmo que elas já tenham uns 45 dias. Afinal de contas, estilo é atemporal, e 45 dias nem é tanto tempo assim.

beatriz-santos,-15-e-rebeca

Beatriz Santos, 15 anos, e Rebeca Neves, 17.  Beatriz adora moda e Rebeca faz administração mas quer transferir pra moda.

 

elena-orekhova

Elena Orekhova tem saias, echarpes e bolsas lindas e é repórter da Harper’s Bazaar russa.

 

érica-portugal,-22,-bloguei

Érica Portugal, 22 anos, compôs um look lindo e fofíssimo com um vestido que eu queria pra mim e é a autora do Fashion Logbook.

 

joana-ceccato,-38,-locutora

Joana Ceccato, 38 anos, é locutora da Oi FM e me deixou trélgica quando contou que ela é que é a moça da voz bonita que eu escuto no trabalho.

 

riko-e-etsuko

Riko e Etsuko são importadas do Japão e não sei mais nada sobre as moças porque eu não conseguia entender o inglês com sotaque e fiquei sem graça de puxar assunto. Mas são apaixonantes de tão simpáticas, mesmo em 30 segundos de diálogo.

 

thais-meinz,-22,-produtora-

Thais Meinz tem 22 anos, é produtora de moda, e usa turbante que nem a Erykah Badu, que também é muito estilosa.

 

salete-campari

Salete Campari é Salete Campari e isso nos basta. E, se não bastasse, seria um problema para a minha legenda, porque quando eu comecei a puxar conversa ela me disse para ir rápido que tava com vontade de ir ao banheiro. E não é de bom tom atrapalhar os momentos sagrados de uma diva.

Tattoo Girls

2009 Julho 20
por nathaliailovatte

E, por 3 dias, o berço da tatuagem brasileira reuniu alguns dos melhores tatuadores e tatuadoras do país.

annaidza

Teve de tudo: caveira mexicana, roseira, índio, leão, onça, pirata, carmen miranda e vários outros desenhos que convenceram os visitantes de que além de ótimos tatuadores, o Brasil também tem tatuados com imaginação bem fértil.

Mas não foi só. O 1º TattooGirls, cuja proposta foi abrir mais espaço para as tímidas meninas da tatuagem e comemorar a chegada de Lucky* no Brasil, também teve roupas da Tailândia, bolsas e porta-maquiagens muito fofos da Thaty Alves, camisetas, sex shop e os toys lindos da Dani.

lunatik

(aí nessa foto ela tava falando pro Guilherme  ir logo para o evento antes que a gente se envolvesse com mais alguma curiosa matéria sobre artigos de sex shop a ser exibida no canal do bispo)

Passeando para lá e para cá  com a Dryka, enquanto o Ives tirava minha flor de lótus, eu encontrei a Brisa, toda bonita com um quê de Pin Up. E os detalhes tão pequenos da minha tatuagem ela vai contar no Brisa Ink.

brisa

Falando em Pin Ups, as meninas do Hot Hair e da Be Pin up também estavam lá. Elas montaram um salão improvisado lindo, com puffs de zebra, vinis e milhares de makes e acessórios, e ajudaram as meninas a se montar pro concurso de pin ups.

pin-ups

Foi ótimo, foi lindo, cheio de gente feliz com tatuagens bonitas. Só não rolou a apresentação de Tribal Fusion que todo mundo queria ver porque o concurso de tatuagens acabou atrasando. Uma pena!

E esse é o Chucky do Bernardo, que ficou em primeiro lugar na categoria realismo:

chucky

Dá para ver cada dentinho do boneco, parece uma xerox da foto. Muito linda!

*O dinamarquês Lucky chegou em Santos há 50 anos e trouxe para o Brasil a tatuagem elétrica.

Retalhos

2009 Julho 18
por nathaliailovatte

Nada mais doce, meigo e recessionista do que uma roupa ou acessório feito com pedaços de vários tecidos. Com um ar meio retrô que nunca sai de moda, faz tempo que o patchwork deixou de ser só aquele mimo presente nas roupinhas feitas pelas vovós ou compradas na feira hippie para conquistar seu lugar nos closets, boutiques e coraçõezinhos fashionistas do mundo.

Como esse blog tem o nome que tem e, por isso, algumas pessoas costumam cair aqui meio que por engano, achando que eu dou diquinhas marotas de como fazer aquele patchwork de chorar de tão lindo (e se você faz coisinhas em patch pra vender, por favor, me mande uma mensagem! AGORA!), eu, solícita que sou, não vou ensinar a fazer essa arte. Não vai rolar. Não sei mesmo como faz, desculpe, não sou prendada.  

Mas, para inspirar as artistas e as consumistas, eu garimpei meio por cima a Internet em busca de idéias para levantar aquela bolsa sem graça e até as finanças baqueadas. Afinal, você pode fazer, vender, ficar rica e mandar as fotos para mim.

1001retalhos.com.br 

Essa eco-bag é do 1001 Retalhos

 

givehootskirt_pop

Sainha muito fofa do Random Nicole. No site também tem blusas, hoodies, roupas de criança e de menino.

 

goods

Várias bolsas com patchworks meio tribais no Box Wood Goods.

 

carteira

Óunn! Harveys.

 

avental

Avental da Hearts and Laserbeams para fazer cupcake que nem as meninas do Au Revoir Simone:

 

E um video (em duas partes) que ensina a fazer uma ecobag mágica, que parece só uma sacolinha mínima mas vira uma bolsa grande. O video também é uma propaganda da super máquina bróóóder, mas quem lucrou com isso nem fui eu.

 

Você é livre, Lady Gaga

2009 Julho 15
por nathaliailovatte

Primeiro, eu achei Lady Gaga excêntrica. Mas, acostumada com o espírito incomum dos looks, eu achei Lady Gaga tosca.

Porque uma coisa é uma roupa de cisne na Björk, que é a Björk e, portanto, não há o que discutir. Outra coisa é uma saia com a cara do Animal dos Muppets usado por aquela que canta pa-pa-pa-poker face na Jovem Pan. Há uma sutil diferença.

lady1

(Calma que tem mais)

lady2

Eu sou brasileira e tô cansada de ver bunda no país da bunda, portanto, essa peça cavadinha não me deixa escandalizada. Mas eu não consigo passar por ela ilesa. Essa peculiaridade da Lady Gaga me causa um constragimento enorme, porque parece que ela tá num daqueles pesadelos que fazem a gente acordar suando no meio da noite. Sabe aqueles em que você tá no meio da multidão, crente que tá abalando, e nota que esqueceu de se vestir? 

Isso sem falar na tendência do nude na potência máxima, na boquinha de gueixa em cima dos lábios grossos, que nem fica parecendo alergia a picada de marimbondo (e eu temo pela vida da Lady, porque choque anafilático é um perigo, menina), no vestido de bolhas da capa da Rolling Stone, e todo o resto do figurino da donzela. É tudo muito assustador.

Mas, por outro lado, reprimir a Lady Gaga pelo estilinho esdrúxulo é acomodadamente clichê. Todas as pessoas que se orgulham da própria normalidade fazem isso facilmente, e elas são meio chatas. 

Se a Lady Gaga só quer aparecer ou se ela acha que tá bonita… Que diferença faz? Vai ver ela realmente acorda se sentindo uma estalactite e expressa isso num vestido. Ou não. Ela pode ver as semanas de moda, pensar “o pied-de-poule está em alta, vou gritar isso pro mundo” e ser feliz por ser um outdoor de tendências. Ou ser feliz por ser uma fashion victim. Eu não sei.

O importante é que, vendo Lady Gaga com otimismo, ela pode ser parte da proposta desse moço aqui. Vai ver ela tá vestindo o que ninguém mais veste por uma questão muito íntima de identidade. Stacy e Clinton não aprovariam, porque honestamente, tem peças que não favorecem. Mas eu também não acho que role uma preocupação com o senso estético comum nas fotos acima.

Então, Lady Gaga, orgulhe Vivienne Westwood, Alexander McQueen e os manifestantes. A moda também precisa disso. Só faça a gentileza de dar umas entrevistas se explicando, porque nem todo mundo tem essa visão ampla e ilimitada que você espera.

O estimado closet Olsen

2009 Julho 11
por nathaliailovatte

Nesta última semana eu fiquei meio deprimida. Duvidei do potencial da humanidade quando o Brasil foi agraciado com dois casamentos de gente rica, famosa e cheia de amigos sem estilo.

Os acontecimentos mostraram que classe e elegância nada têm a ver com dinheiro, porque teve muita amiguinha cheia de ouro pra comprar a Daslu inteira que me apareceu no Ego bonita feito um presunto embrulhado no papel celofane.

Mas, como eu ando numa vibe meio budista, vendo a beleza inerente a todas as criaturas de Deus, vou deixar os ricos e cafonas serem felizes em seus paetês em vez de xoxar (mais) as fotos deles.

E, ainda mais budista que isso, vou postar fotos de gente cheia de ishtylo, que é para dar inspiração e fé à humanidade.

Que pobre moça mortal não queria carregar o sobrenome Olsen só pra ter acesso ao closet maravilhoso da Ashley e afanar algumas pecinhas na calada da noite? Ela é amiga do Christian Louboutin e da Nadja Swarovski, nem vai sentir falta!

Além do mais, se reclamar, a gente passa a garimpar o closet da Mary-Kate, que é sempre ofuscada pelo brilho loiro da gêmea má mas também é muito digna de minha admiração fashion.